Gale na próxima vela ou na próxima entrada?
São duas coisas diferentes com o mesmo nome. Na próxima vela, você dobra imediatamente na vela seguinte. Na próxima entrada, você espera o próximo sinal da estratégia. Muda o risco, muda o resultado e muda o que dá pra medir.
“Por gentileza alguém tem gerenciamento martingale pra próxima entrada e não pra próxima vela??” pergunta real, grupo de operações binárias no Telegram('
Próxima vela
\nPerdeu, dobra na vela imediatamente seguinte. Rápido de recuperar, e por isso é o mais comum em robô. O custo: você entra numa vela em que a sua estratégia não mandou entrar. Ou seja, a entrada dobrada — a mais cara de todas — é justamente a que não tem sinal nenhum por trás. Você está apostando que a cor vai virar, não seguindo o método.
\n', 'Próxima entrada
\nPerdeu, guarda o valor dobrado pro próximo sinal de verdade da estratégia — que pode vir em 5 minutos ou daqui a duas horas. Mais lento pra recuperar, e mais coerente: toda entrada continua tendo motivo. A desvantagem é psicológica — ficar com um gale “pendurado” esperando sinal é desconfortável, e é aí que muita gente abandona o plano.
\n', 'O que os dois têm em comum
\nOs dois crescem rápido demais. Começando em R$ 5: 5 → 10 → 20 → 40 → 80. Cinco derrotas seguidas já pedem R$ 80 numa única entrada — e com banca de R$ 100 você simplesmente não chega lá: aguenta 4 níveis e acabou. Sequência de 5 derrotas não é raro: acontece com frequência em qualquer estratégia perto de 55%.
\n', 'Em vez de dobrar, sobe na sequência 1·1·2·3·5·8·13. Cresce bem mais devagar que o martingale, o que estica quantas derrotas seguidas a banca aguenta. Continua sendo progressão na derrota — só que menos íngreme.
Ver o pior caso antes de escolher
Dá pra simular mão fixa, martingale, soros e Fibonacci sobre o mesmo resultado e ver, entrada por entrada, quantas derrotas seguidas a sua banca aguenta em cada um. É a conta que costuma mudar de ideia.
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